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Obra sem segredos: casa livre de infiltrações

Não é raro se lembrar da impermeabilização apenas ao deparar com manchas no teto. Mas o assunto merece atenção desde o projeto – e também em reformas, capazes de danificar a proteção 05/09/2013

Infiltrações causam danos muito além de goteiras. “Elas podem comprometer alicerces. Cerca de 80% dos problemas numa moradia decorrem de falhas na impermeabilização”, alerta o engenheiro civil Clemenceau Chiabi Saliba Júnior, professor da PUC Minas. A umidade penetra nas superfícies de quatro maneiras: pelo solo (absorvida através das fundações), por percolação(chuva que escorre e entra por fissuras), condensação de vapor (comum em banheiros) e sob pressão (quando um grande volume de água comprime estruturas – como piscinas). A exemplo de outras etapas da obra, a impermeabilização deve contar com um planejamento específico, feito após a conclusão dos projetos arquitetônico e estrutural. “Até a face mais ensolarada da residência precisa ser considerada, o calor influencia na dilatação das superfícies e na escolha dos produtos”, diz a engenheira civil Eliene Ventura, da Vedacit. Esses e outros quesitos passam pela análise de um engenheiro, encarregado de desenhar uma planta baixa. Nesse documento constarão as indicações das áreas a proteger, e com que materiais. Somados, os valores de projeto e execução alcançam em média 3% do total da obra. Nem pense, no entanto, em economizar: reparos na impermeabilização costumam custar caro – no caso das fundações, às vezes sai mais barato demolir a construção e levantar outra novinha, do zero.

Faça um checkup nas superfícies

Há sinais que identificam a presença da umidade. Fique atento e, se houver necessidade de reparos, providencie-os nos meses mais secos, que variam conforme a região do país. Confira o guia rápido de checagem elaborado por Clemenceau Júnior.

- Verifique os rejuntes de áreas molhadas a cada seis meses em busca de azulejos escurecidos e trincas ou fissuras com mais de 0,5 mm de largura.

- Inspecione calhas também a cada seis meses, sempre antes do período chuvoso. Além de limpálas e desentupi-las, procure por falhas na vedação e nas juntas de cada parte do sistema de drenagem.

- Uma vez por ano, dê atenção a telhados e lajes de cobertura, igualmente antes das chuvas. Telhas quebradas, falhas na subcobertura e fissuras significam problemas futuros.

- Em regiões litorâneas, reaplique anualmente resina hidrofugante em fachadas de tijolo à vista e concreto aparente. Longe do mar, o prazo triplica.

Cuidado nas reformas

Nem todo quebra-quebra danifica a proteção – ao mudar de lugar uma parede da sala, por exemplo, geralmente não ocorrem problemas. O mesmo vale para a troca de um piso ou dos azulejos. Já quando a obra envolve instalações hidráulicas, não tem jeito: para chegar aos canos, as camadas impermeabilizantes precisam ser removidas e reaplicadas. “Cada caso exige avaliação prévia. Às vezes, é melhor refazer toda a impermeabilização, a fim de evitar dores de cabeça depois”, afirma Clemenceau.

Fuja dos remendos

Nem só a água é vilã. Atualmente, existe mais um motivo para caprichar na impermeabilização: um dos maiores problemas das construções em grandes cidades é a poluição, que gera a chamada carbonatação da estrutura. O CO² é carregado pelas chuvas até pequenas fissuras no concreto armado. Uma vez dentro do material, ele reage formando carbonato de cálcio, substância capaz de corroer o aço no interior de vigas, pilares e lajes. “Se a superfície porosa do concreto não for selada, em dez anos a deterioração em seus vergalhões pode pôr em risco toda a estrutura”, avisa o engenheiro da PUC Minas.

Atenção:

- O gasto para refazer uma impermeabilização malfeita pode ficar 15 vezes mais alto que projeto e execução somados. Invista em planejamento e contratação de pessoal qualificado.

- Até mesmo a instalação de uma antena prejudica a impermeabilização de uma laje. Não há como passar o fio sem atravessar as camadas de proteção e danificá-las. Nesse caso, refaça-as.

Fonte: Clube da Construção
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